Brasil é 40º em ranking global de competitividade de TI

O Economist Intelligence Unit (EIU) se auto-classifica como “The world leader in global business intelligence” e é hoje uma das companhias com o maior número de especialistas em análise de países do mundo. Possui mais de 40 escritórios pelo mundo, cobrindo atividades em 6 (seis) tipos de indústria, com o intuito de gerar estudos que servem de base para a tomada de decisão de executivos sobre diversos aspectos da economia.

Pois bem, o EIU lançou essa semana o ranking global de competitividade de TI. Este estudo com 66 países mostra nosso Brasil no 40º lugar. Os BRICs ficaram assim: Rússia (38º), China (39º), Brasil (40º) e Índia (44º).

Nas Américas estamos atrás de Canadá e Estados Unidos (1º), Em segundo lugar no índice geral está Finlândia. O Brasil ainda ficou atrás do Chile (27º), mas superando a Argentina (41º), o México (48º) e a Colômbia (52º).

Coisas que me chamaram a atenção:

1)      Eu particularmente não fazia idéia de que a Finlândia (2º) estivesse tão bem assim nesse mercado.

2)      A índia atrás do Brasil? Sempre imaginei a Índia à frente de nós no mercado de TI.

3)      Chile (27º) parece mesmo uma opção de mercado. Vou ficar de olho!

Além de apontar o ranking, o relatório sugere seis fatores que os países devem tomar para melhorar sua competitividade. São eles:

1)      Oferta de mão de obra qualificada;

2)      Uma cultura favorável à inovação;

3)      Infraestrutura tecnológica de primeira linha;

4)      Regime de proteção à propriedade intelectual;

5)      Economia estável, aberta e competitiva; e

6)      Incentivo do governo à promoção da tecnologia.

Minha provocação do dia: Como o nosso Brasil está em relação à esses 6 fatores?

Conforme já comentei no post “BRIC? Não. CIRB!”, o Brasil possui grandes problemas com mão de obra qualificada. Realmente acho difícil encarar os grandes de frente quando nossa oferta de profissionais qualificados não chega nem perto da demanda. A nossa infraestrutura tecnológica é razoável. O regime de proteção intelectual em um país onde criminosos são postos na rua, mesmo sendo confessos, acredito que não pode ser confiável. As únicas coisas que acredito estarmos bem posicionados são: Inovação (com nossas dificuldades, conseguimos tirar leite de pedra), Economia estável (isso melhorou mesmo) e o incentivo do governo que parece estar começando a aparecer.

Será que dá pra chegar em 30º no ano que vem?

CategoriasMundo Plano, Notícias

Sensacional!

Hoje em dia a criançada só quer saber de internet. Desde muito cedo a molecada só pensa em MSN, Orkut, Twitter, Youtube… e um monte de conteúdo digital que, além de oferecer uma certa dose de risco aos pequenos (pela exposição em excesso) pouco contribuem com o desenvolvimento do intelecto.

Pensando nisso, o Google e a Hasbro se juntaram para para criar uma versão on-line do clássico game Monopoly, ou “Banco imobiliário” em terras tupiniquins. A grande sacada dessa versão on-line é a integração com o Google Maps, onde os mapas serão os tabuleiros. Isso vai permitir que os jogadores escolham qualquer rua no mundo para comprar, construir e alugar imóveis.

monopoly

Qual é a relação entre o Banco Imobiliário e o Mundo Plano? Conhecimento!

Explico: Este é certamente um dos Games de tabuleiro mais instigantes que se tem notícia. Todo Pai deveria estimular os filhos a brincar com o Monopoly, o que realmente ajuda a desenvolver a perspectiva estratégica nas crianças desde cedo. O empreendedorismo e o conhecimento financeiro precisam ser estimulados desde muito cedo, para se ter um adulto preparado para o mundo.

Sempre me incomodou muito ver as pessoas sonhando em serem profissionais concursados somente para ter “a vida ganha”. Acho que não é esse o caminho. Se for para melhorar de vida, é interessante pensar em concursos mas sabemos que a maioria não pensa assim. Querem mesmo é viver com mais por menos, e ponto final. É um conceito enraizado em nossa cultura.

É muito claro que o Brasil, para enfrentar o mundo, deveria estimular às crianças (e adultos) ao empreendedorismo. Mas a grande pergunta é: Como fazer isso em um País onde a maioria não tem nem a educação básica? Falar de “Banco Imobiliário” quando não se tem nem merenda nas escolas é quase utópico.

O Brasil, esse menino, precisa ir pra escola e estudar muito ainda.

Mais sobre internet elétrica e o impacto ambiental

Em complemento ao post anterior sobre internet pela tomada, inspirado em um amigo que publicou em seu blog “leia junto” (leitura altamente recomendada) uma nota sobre a eletricidade sem fio, vou dar continuidade ao assunto.

A idéia não é nova. Ela já era testada por Nikola Tesla, onde uma torre de trasmissão emitiria sinais eletromagnéticos e as casas poderiam captar a energia utilizando antenas. João Canali, o mais novo e atuante colaborador (e também dono do site http://www.teoriasonline.com/) desse jovem Blog, escreveu no meu post  anterior sobre a previsão do futuro ser mesmo sem fio e que, além da internet ser transmitida pela eletricidade, a própria eletricidade será transmitida sem fio. Ou seja, teremos a Eletricidade e a Web juntas e totalmente wireless!

eletricidade

Imaginem um notebook, conectado 24 horas por dia à internet sem fio, e sem utilizar baterias e nem cabos de alimentação elétrica. Agora vamos imaginar todos os computadores e eletrodomésticos sendo alimentados sem fios, sem contar grandes equipamentos industriais, veículos, etc. Agora imaginem isso em todo o mundo! As pessoas ficariam conectadas indiscriminadamente, sem nenhum pudor de deixar aparelhos ligados em qualquer lugar o tempo todo.

Poderia ser uma fonte de energia alternativa ao Petróleo? Cesar afirmou em seu blog que um carro poderia andar kilometros à fio em uma rodovia eletrizada. Eu vou mais longe, se a transmissão de eletricidade pode ser feita pelo ar, um Avião-elétrico não poderia ser alimentado dessa forma?

Qual seria o impacto ambiental para a geração de toda essa energia?

E, como bem refletiu o João Canali, porque a imprensa não está dando a devida atenção a este tão importante experimento?

Vamos pensar nisso por um tempo… até enlouquecer.

 

http://leiajunto.wordpress.com/2009/09/02/eletricidade-sem-fio/

Esse trem dá choque?

AA051933Poucas coisas podem mudar tanto a vida das pessoas quanto o acesso à informação. Quando se fala em inclusão digital significa dizer que mais pessoas podem ter contato com as maravilhas que o acesso à tecnologia da informação pode proporcionar.

O acesso à internet, quando bem utilizado, mantém empresas e pessoas constantemente atualizados com os acontecimentos relevantes no mundo. Qualquer escola deveria ter acesso à rede para que seus alunos possam ter sua educação melhorada, além de permitir que algumas profissões sejam estimuladas. Trabalhar com tecnologia pode ser uma porta de entrada de muitos jovens ao mercado de trabalho. E isso pode ser feito em qualquer lugar! Certo? Afinal, esse é o conceito de um mundo plano. Um profissional pode trabalhar no interior do Amazonas, fornecendo serviços para uma grande empresa sediada em São Paulo, que fornece software para o Chile. Não é?

Sem a inclusão digital, isso ficaria apenas na teoria. A internet ainda não é para todos os brasileiros… até agora.

Finalmente a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou as regras do PLC. Sigla para Power Line Communications, sistema que utiliza a rede elétrica para transmitir sinais de internet, vídeo e voz.

Para se ter uma idéia do poder dessa nova forma de conexão à grande rede, basta pensar que a rede elétrica atinge cerca de 98% das residências no Brasil.

É muita gente! Tente imaginar a quantidade de novos negócios que PLC pode gerar, ou a quantidade de novos consumidores eletrônicos. As possibilidades são enormes!

Só assim para o Brasil levar um choque e acordar para as oportunidades que estão lá fora.

BRIC? Não. CIRB!

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Eu sempre li sobre a promessa dos “BRICS”. A sigla significa Brasil, Rússia, Índia e China, um acrônimo criado pelo economista Jim O’Neill em 2001 para designar os quatro países emergentes mais promissores do mundo. Segundo a Goldman Sachs, esse grupo de países formará a maior força econômica mundial até 2050. Mesmo assim sempre me perguntei o que o Brasil de fato está construindo para atender à essas expectativas. “Será mesmo que o Brasil será uma das maiores potências mundiais?”. Como todo bom Brasileiro, tenho tendências grandes em não acreditar em promessas grandiosas para nosso País com tantas dificuldades morais entranhadas em nossa cultura.

Olhando para os BRICS percebo que China já é o grande centro das atenções em qualquer grande evento empresarial que se preze. A Índia oferece serviços aos países de língua Inglesa, com direito a aulas de sotaque americano, canadense e britânico em seus Call Centers (um Nova Iorquino pode estar falando com um atendente em Bangalore, e pensar que está conversando com um compatriota logo ali, no prédio ao lado). Rússia é o que tem o maior poderio militar, capaz de exportar tecnologia e mão de obra a custos competitivos no mercado global.

E o Brasil? Seriamos capazes de enfrentar gigantes promissores como esses em pé de igualdade?

Cerca de 70% dos custos das nossas empresas de TI são referentes à Folha de Pagamento. Nossos profissionais custam caro! Mas e em relação à qualidade? Nossos profissionais tão caros são realmente capazes de disputar terreno com um indiano… um chines? Não acredito que sejam. Pelo menos não no mundo plano.

Para encarar o mercado global é necessário uma ferramenta básica: Inglês. Quantos funcionários da sua empresa estão preparados para trabalhar com uma equipe estrangeira, sem que o idioma seja de fato um obstáculo? Quanto é necessário investir para contratar profissionais com esse perfil? Certamente muito mais do que uma empresa indiana, por exemplo.

No entanto, essa semana uma notícia deu um sopro de otimismo para as nossas empresas que querem fornecer serviços de tecnologia para outros países. Parece que o Brasil está começando a perceber a necessidade de mudar algumas regras do jogo: Empresas estão otimistas com lei que desonera setor de TI.

Já era hora.

… and the Oscar goes to…

Para estreiar o Equalitarius, nada melhor do que uma homenagem à conquista mais recente de um grupo de brasileiros armados até os dentes de talento, e um celular.

O brasileiro João Paulo Miranda foi o vencedor do Mobile Phone Movie Competition, concurso de filmes produzidos pelo celular, promovido pelo programa The Screening Room, da CNN International.

A inspiração de “A Girl and a Gun”, história de dois minutos e meio, foi inspirada na frase do cineasta francês Jean-Luc Godard: “Tudo que você precisa para um filme é uma garota e uma arma”.  João é aluno do Mestrado em Cinema da Unicamp e integrante do Grupo de Pesquisa e Prática Cinematográfica Kino-Olho.

A atmosfera de suspense em preto e branco garantiu o primeiro lugar na competição.

Um brasileiro com um celular, criando um filme inspirado em um francês, participando de um concurso promovido por uma TV americana, e sendo visto por todo o mundo através do Youtube. Isso é um mundo plano!

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